Juventude é multado em R$ 10 mil por ato de racismo de torcedor em jogo contra o Botafogo

Gustavo Bochecha, volante do Botafogo — Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Julgado nesta quarta-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Juventude foi condenado ao pagamento de multa de R$ 10 mil pelo episódio de racismo de um torcedor no jogo contra o Botafogo, pela terceira fase da Copa do Brasil. Na ocasião, o volante Gustavo Bochecha foi vítima de xingamentos por um torcedor do time gaúcho, no estádio Alfredo Jaconi.

O clube de Caxias do Sul foi denunciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de punições para casos de injúria racial e prevê pena de R$ 100 a R$ 100 mil em caso de condenação. Identificado durante o jogo, o torcedor que ofendeu o jogador do Botafogo foi punido com a proibição de frequentar o estádio Alfredo Jaconi por 720 dias.

Por meio de nota oficial, o presidente do Juventude Walter Dal Zotto Jr. disse concorda com a punição. Além disso, reitera que não há mais como tolerar esse tipo de comportamento.

– Pela gravidade do fato, e por ser uma punição pedagógica também, acreditamos que a medida foi adequada. Mas reiteramos a conscientização definitiva de nossos torcedores, mesmo que isolados, para o fato. O torcedor em questão, além do pedido de impossibilidade de frequentar o Jaconi por 720 dias, poderá ainda sofrer denúncia na esfera criminal, o que está sendo analisado pelo advogado e pelo atleta do Botafogo, que tem até seis meses após o fato para tal. Não podemos mais tolerar esse tipo de comportamento em nossa sociedade – disse o mandatário.

Artigo 243-G do CBJD: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Do banco de reservas, Bochecha ouviu de um torcedor do time adversário gritar a palavra “macaco” durante a partida. O homem foi identificado, retirado pela polícia do estádio e encaminhado para o Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Alfredo Jaconi para registro da ocorrência. Após a partida, o Juventude emitiu nota de repúdio sobre o episódio.

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Fonte: GloboEsporte

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