Governo português lança campanha contra a violência no esporte

Vídeo que será lançado nesta quarta-feira promove campanha relata momentos de alegria e termina com um testemunho de um pai que foi a um estádio com o filho e acabou brutalmente agredido. Várias figuras públicas vão participar da ação.

Violência Zero” é o nome da campanha nacional de combate à violência no esporte que inicia nesta quarta-feira e pretende sensibilizar a população para o fenômeno da violência, promovendo os valores éticos do esporte, como a cooperação, o respeito, a solidariedade e a tolerância.

O vídeo que promove a campanha “Violência Zero”, que irá passar a partir desta quarta-feira e durante um mês nos quatro canais de televisão generalistas, relata quatro histórias de alegria, entusiasmo e orgulho relacionadas com jogos de futebol e encerra com o depoimento de um torcedor, uma história real de violência que põe fim ao ambiente de alegria que existia. Trata-se de um relato de um pai que foi a um jogo de futebol com seu filho, e que no final foi violentamente agredido com pedras e garrafas, levando a que ainda hoje o filho não queira voltar aos estádios. “Há momentos no esporte que marcam para sempre… Não deixe que a violência seja um deles” é a assinatura e a mensagem-chave desta campanha.

O vídeo será ainda divulgado nas redes sociais da Liga Portugal, Federação Portuguesa de Futebol, Comitê Olímpico de Portugal, Comitê Paralímpico de Portugal, Confederação do Desporto de Portugal, entre outros, que se associam à campanha, existindo ações específicas ao longo das próximas semanas.

A campanha #ViolenciaZero vai se desenvolver também na internet. O site www.violenciazero.gov.pt (disponível nesta quarta-feira) promove o fair play no esporte, utilizando igualmente as redes sociais para a divulgação de iniciativas e recursos pedagógicos promovidos no âmbito do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), bem como exemplos de fair play, em Portugal e no Mundo, notícias e boas práticas no campo da ética desportiva. Estas plataformas estarão em constante atualização e contam com testemunhos de personalidades ligadas ao mundo do esporte, mas também de outras áreas, envolvendo toda a sociedade civil, casos de Rosa Mota, Nuno Delgado, Nuno Gomes, Jorge Andrade, Duarte Gomes, Fernando Pimenta, Paulo Gonzo, entre muitos outros.

As escolas estão também inseridas nesta campanha. O Ministério da Educação desafiou todos os agrupamentos escolares a fazerem de 13 a 17 de maio a “Semana Contra a Violência no Esporte”, desenvolvendo atividades de prevenção e combate, junto de crianças e jovens, nomeadamente no âmbito da disciplina de Educação Física.

O número significativo de acontecimentos e denuncias que chegam ao Instituto Português da Juventude e Desporto, reportando incidentes ocorridos em eventos desportivos, motivaram a necessidade de reforçar a eficácia, eficiência e celeridade dos processos associados a estes fenômenos, bem como de promover outras medidas, nomeadamente de caráter preventivo, com vista a garantir uma melhoria na segurança dos eventos esportivos.

A campanha “Violência Zero” nasce com este enquadramento, depois de se proceder a uma avaliação profunda sobre a matéria e depois de o Governo criar a “Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto”, garantindo melhores condições de funcionamento e especialização à Administração Pública, no âmbito destas tão relevantes matérias.

Além disto, foi já criado um grupo de trabalho cuja missão é abordar regularmente e de forma concertada estas temáticas. Na Assembleia da República está, desde o início de outubro de 2018, a proposta do Governo de alteração à Lei 39/2009, de 30 de julho, que estabelece o regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança.

No âmbito desta proposta, propôs-se o reforço das obrigações dos agentes desportivos associadas às ações de prevenção socioeducativas, o aumento dos limites mínimos das coimas, o encurtamento dos prazos processuais, a aplicação obrigatória de algumas penas e sanções acessórias, a criação do cartão do torcedor para entrar em certas zonas de determinados espetáculos esportivos, a obrigatoriedade da venda eletrônica de ingresso para o acesso a estas zonas, entre muitas outras medidas.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 201420152016, e 2017 com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: DN

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