Com futebol, Arsenal ajuda crianças sírias a encontrarem paz no pós-guerra

Reprodução/ Save the Children

Trabalhando junto com a ONG ‘Save The Children’, o Arsenal desembargou no acampamento para refugiados sírios chamado Za’atari, localizado na Jordânia, para realizar uma ação social com crianças e adolescentes.

O Arsenal enviou através do programa ‘Coaching for Life’ três lendas do clube para o campo onde vivem mais de 77 mil refugiados: o zagueiro Martin Keown, o meio-campista Ray Parlor e o zagueiro Per Mertesacker.

“As crianças que vivem em Za’atari experimentaram coisas que nenhuma criança deveria precisar. Eles correm o risco de perder sua infância e quando as crianças perdem, todos nós perdemos”, disse Mertesacker durante sua viagem ao campo.

As ações já atingiram milhares de famílias que veem no futebol um lugar para recomeçarem suas vidas. Uma matéria especial do jornal inglês Daily Mirror , conta um pouco da história de Sondos al Hamed, uma garota síria de 15 anos que joga futebol no campo.

Com fraturas nos braços após ter sua casa bombardeada pelas forças do governo al-Saad, Sondos contou seu sofrimento. “Quando eles tiraram minhas roupas, a pele foi arrancada. Havia pedaços de estilhados na queimadura. A dor era tão grande que eu não quer mais viver”.

Roland Leon/Sunday Mirror – Meninas sírias jogam futebol no campo de refugiados que tem apoio do Arsenal

Recuperada ela foi para a Jordânia e ao lado da irmã, Hamad, de 18 anos, venceu o preconceito para jogar futebol. “Algumas pessoas nos chamavam de safadas quando começávamos a tocar a bola. Eles disseram que roubamos o esporte de um homem. Mas futebol não é só para meninos, é para meninas também”, lembra Sondos.

Ela não é a única menina do campo de refugiados que joga futebol. Hanan (idade não revelada), Booroj (17 anos) e Noor (15 anos) são companheiras de time e além de compartilhar o afeto ao esporte, compartilham os horrores da guerra.

“Isso era normal na Síria [ver vizinhos mortos]. Eu o vi deitado morto na estrada. Nós tivemos que deixar a Jordânia à noite no carro. Apagamos todas as luzes para que os atiradores não nos vissem”, conta Borooj.

O campo também tem times de futebol para meninos e um deles, Ezalddein Abed-alnaser, de 16 anos, que viu seu cunhado ser raptado e morto, sonha em defender um grande time europeu. “Eu adoraria ser um profissional. Eu devo dizer que quero jogar pelo Arsenal [risos], mas eu gostaria de jogar pelo Paris Saint-Germain”, confessou.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 201420152016, e 2017 com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: iG

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