“Ronaldo vai morrer”

Cesar Sampaio revive o drama da Copa de 98 em quatro horas de conversa sobre racismo, religião e bola

Cesar Sampaio marcou três gols na Copa do Mundo de 1998. Mas se você perguntar qual a sua lembrança mais vívida daquele torneio, ele pensa em quando socorreu Ronaldo em um dos momentos mais sombrios da história do nosso futebol. O volante estava no quarto no momento em que o então melhor do mundo se debatia em uma convulsão.

Mas Cesar é muito mais do que histórias de boleiro. E essa entrevista, que começou às 14h e terminou à noite, é prova disso. O ex-jogador é um homem complexo. Já levou a religião tão a sério que sua família convocou uma intervenção para ajudá-lo. Mandou todos para o inferno.

Em mais de quatro horas de conversa, ele disse que se considera um feminista, fruto dos perrengues que vê a mulher e as filhas enfrentarem, principalmente no mercado de trabalho. Defendeu a causa gay, comparando a suas próprias dificuldades. Seu relato sobre um episódio racista vivido em um trem é daqueles que causam revolta.

E, claro, ele fala sobre bola. Acredite: assista ao que ele conta sobre o lateral Júnior, Beckham e a final do Mundial Interclubes de 1999 e dê muita risada.

Paulo Whitaker REUTERS

“A cabeça do Ronaldo estava toda roxa”

“Meu pai teve uma convulsão em casa, bateu a cabeça. Eu já tinha passado por isso quando o Ronaldo caiu. Eu estava no quarto dele junto com Roberto Carlos e o Edmundo. Fui eu e o Edmundo que fomos para cima dele abrimos a boca. Na ignorância, a gente puxou a língua. Vimos que ele estava com dificuldade para respirar. A cabeça estava toda roxa, a musculatura travada. Parecia um bicho.

Ele era o Cristiano Ronaldo de hoje. Quando você vê o melhor jogador do mundo daquele jeito, o impacto é enorme. Nem todos viram, mas quem viu tinha certeza que o Ronaldo não tinha condição nenhuma de jogar. Quando ele chegou ao vestiário, antes da final, eu liguei pra minha esposa: ‘Perdemos o jogo’. Porque, cara, o vestiário estava um velório.

Todo mundo falava: ‘O Ronaldo vai morrer’.

Quando é pra dar merda, tudo o que você faz vai dando merda. Quem tinha de marcar o Zidane na bola parada era o Ronaldo. Mas como era melhor evitar choque aéreo, vai o Leonardo, que estava jogando de lateral esquerdo. No primeiro escanteio, o Zidane vai e tum. Gol.

Aí o Dunga: ‘Pô, Leonardo! Marca o cara ou deixa que eu marco!’ Escanteio do outro lado, o Zidane atropelou o Dunga. Gol. É fogo.”

Relato de Sampaio sobre a final da Copa de 1998, em que a França venceu o Brasil por 3 a 0.

Rumor sobre Susana Werner era assunto no vestiário da seleção

Jorge Araújo/Folha Imagem

Romário apostava 16 mil dólares na sinuca

Romário foi cortado por contusão na véspera da Copa de 1998. Mas o tempo que passou com o grupo foi marcante. Principalmente pelas apostas. “Ele apostava em tudo. Era competitivo demais. No futevôlei era direto. ‘Eu e o Taffarel, mil dólares. Quem pega?’ Ele era assim”.

Uma aposta que ficou gravada na memória de Sampaio envolvia Edmundo. Certa noite, Edmundo desafiou o companheiro de ataque na sinuca. O Baixinho perdeu, inicialmente, mil dólares. Dobrou a aposta. Nova derrota. Seguiu dobrando e perdendo.

“Essa foi foda. US$ 4 mil, US$ 8 mil, US$ 16 mil. E tinha que pagar. Aí o Edmundo foi jogar bola e o Romário falou: ‘Opa! Mexeu na minha. Ganhei. Você viu, Sampaio? Mexeu na bola’. Eu respondi: ‘Eu? Por US$ 16 mil? Tá maluco. Eu vou é embora daqui’”.

Júnior, Beckham e o jogador possuído no Mundial Interclubes

Fernando Donasci/Folhapress

Morte de Serginho apressou aposentadoria

Cesar Sampaio voltou a jogar no Brasil em 2004, aos 36 anos. Foi parar na reserva do São Paulo e, do banco, viu Serginho, então zagueiro do São Caetano, tombar em campo. “Eu pulei a placa rapidinho. Quando olhei o olho dele, falei: ‘Putz, fodeu… o cara morreu’”.

Mais tarde, soube-se que Serginho tinha acabado de comprar um apartamento. O plano era jogar até o fim do ano, quitar o imóvel e se aposentar. A história fez Sampaio repensar a carreira. Principalmente quando, pouco depois, ele parou na UTI.

“Volto a jogar, quebro o nariz e abro a cabeça. Fiquei três dias na UTI com traumatismo craniano. Saí desacordado, minhas pernas pararam de mexer”. O ex-jogador recuperou a saúde, mas uma conversa ajudou a decidir o futuro. “Minha filha Gabriela, a mais velha, falou: ‘Pai, você vai morrer’. Respondi: ‘Não, não. O Serginho morreu, eu sofri um traumatismo. Mas na próxima eu morro.’ E aí eu me aposentei”.

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“Eu era o único negro no São Paulo”

Antes de parar, Cesar Sampaio teve uma carreira longa. Começou nas categorias de base do São Paulo, defendeu Santos, Palmeiras e Corinthians. Fez sucesso no Japão, passou pela Espanha. E foi justamente no início dessa trajetória que ele percebeu, pela primeira vez, que o tom de sua pele era uma questão importante.

“Eu era o único negro no São Paulo. Os caras me chamavam de Pelé”, conta. “Passei por algumas coisas, né? De descriminação. Mas a necessidade de vencer é tão grande, o desejo e a vontade que a gente acaba superando”, conta. Ele jogou por três anos na base do São Paulo. Foi campeão no Sub-12 e artilheiro do time.

Não foi a primeira vez que ele encarou o racismo. Aos 5 anos de idade, estava sentado em um banco do metrô quando seu pai o mandou a se levantar para que duas senhoras que chegavam se sentassem. A gentileza foi respondida com ódio.

O pedido de César não foi atendido, mas a lição do pai ficou para a vida. “Ele falou: ‘Alguém que te avalia pela cor da sua pele não merece o desgaste da sua atenção. Se alguém te classifica ou qualifica pela cor da sua pele, esse cara é inferior a você’. Eu sempre achei que todos os ‘nãos’ que a gente toma no dia a dia têm um contexto e você tem que analisar isso antes de se posicionar”.

“Já me chamaram para roubar”

Cesar Sampaio era um garoto pobre que vivia na periferia, com tudo que essa condição carrega. “Eu já fui convidado pra roubar. Nunca aceitei. Já me chamaram para usar droga. Nunca usei, graças a Deus”.

Os únicos delitos de que o ex-jogador se lembra envolvem cocadas. “O seu Virgílio tinha uma quitanda. A gente entrava sempre em quatro ou cinco. Um pedia um negócio, desviava a atenção dele. O outro roubava. Mas roubava doce, cocada, esses negócios de criança”.

O medo dos pais afastava Cesar de maiores perigos, mas ele não era exatamente uma criança exemplar. Mau aluno e boca-suja, era o terror de tios e tias. “Hoje, a gente tem um entendimento mais amplo da palavra, mas eu não era uma boa companhia para os meus primos. A família fazia excursão para Aparecida, para Santos, aquele farofão. Na maioria das vezes, eu não ia. Minhas tias ameaçavam: se eu fosse, não levariam meus primos”.

Pai alcoólatra teve convulsão na frente da família

As mulheres fortes da vida de Cesar Sampaio

O jogador mudou, e muito, a realidade da sua família. Mas ele também foi transformado por quem estava ao seu redor. Em especial, pelas mulheres. Sua mãe Benedita, sua mulher Cristina e as filhas Priscila, Gabriela e Rebeca foram foram fundamentais para que ele se tornasse tornar um homem mais culto e preocupado com as causas das minorias.

Arquivo Pessoal

Mãe super-heroína

Cesar precisou lidar com o pai alcoólatra na infância e encontrou na mãe o seu porto seguro. Dona Benedita, a Didi, protegeu quando foi preciso, cobrou na medida certa, deu carinho e orientou. Foi pai e mãe ao mesmo tempo, analisando o peso do futebol na vida do filho a cada fase.

Aos 13 anos, por exemplo, comprou briga com um empresário que queria levar Cesar para o Vasco. “A reunião foi uma tragédia. Minha mãe surtou: ‘Você quer levar um menino de 13 anos para o Rio de Janeiro? Leva seu filho!’. E começou a gritar: ‘Ele é uma criança. Acabou a reunião’”.

Foi ela, também, quem não deixou César desistir do futebol quando sentiu a pressão ao subir para o profissional. “Eu estava morando em Santos. Voltei para passar um fim de semana em casa e falei: Mãe, eu vou parar de jogar. Não estou conseguindo. Não vou voltar para Santos. Minha mãe falou: ‘Cesar, do céu. Volta, volta, volta’”, conta.

Arquivo Pessoal

Mulher fez gostar de estuda

Outra mulher forte no caminho de Sampaio foi a jornalista Cristina, com quem se casou. A convivência com a amada o tornou estudioso e mudou sua visão de mundo. “Ela gosta de conteúdo e me fez estudar. Até hoje me ajuda. Critica meus artigos, meus trabalhos”, conta. “Voltei a estudar depois que parei de jogar. E me considero um cara mais feliz porque consigo valorizar mais as coisas que eu tenho. Acho que o conhecimento te dá isso”.

Cristina foi repórter de A Tribuna, de Santos, e do Estado de S. Paulo. Deixou a profissão para se dedicar ao casamento. “Ela lê tudo até hoje. Foi atuante na formação das minhas três filhas. Participativa porque tem mais conteúdo que eu. Ela é multidisciplinar. Sabe de bola, até porque eu faço os cursos todos: de gestão, de treinador, de preparador físico, de análise de desempenho. Ela revisa os estágios todos”, relata. E não é só com o marido: “Minha filha escreve peças e ela revisa. A outra vai dar um treino de core, intervalado, e ela diz se está fácil de entender. E a de gastronomia também”.

Cesar também admira a amada por não representar o estereótipo da mulher de jogador: “Ela não deixou de ser o que é. Não virou boleirona, sabe? Quem vira não está errado, mas é natural. Ela fala que não gosta de mulher de jogador. Aí eu falo: ‘Mas você é mulher de jogador!’. Lá na Espanha era meio que um desfile de moda ir ao jogo. As mulheres todas queriam se mostrar. Por isso, ela dizia que não gostava de ir aos jogos”.

Arquivo Pessoal

Filhas o tornaram feminista

As filhas talvez tenham sido responsáveis pela maior transformação de Sampaio. Criar três meninas o fez entender como é difícil a realidade feminina. É por elas que ele discute com desenvoltura assédio e bloqueios no mercado de trabalho para as mulheres.

“Sou feminista. A gente acaba abraçando as causas. As mulheres sofrem demais e eu sofro em casa. Se tiver um processo seletivo, o tratamento para a mulher é diferente do dado ao homem. E o salário é diferente”.

Sobre assédio, ele ensina: “É aquela atitude: se der, desvie. Agora, se for prejudicar, se posicione. E deixe claro até onde vai o seu limite. Muitas vezes tem que ir para as vias de fato. Se o cara não está entendendo, não respeita o seu espaço. Dá uma dura, para chutar o balde mesmo”.

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Sampaio e o movimento gay

Cesar Sampaio é religioso. Mas isso não impede que ele defenda, também, o movimento gay. “Existe um ser humano. E Jesus morreu pelo ser humano. Eu acho que é uma invasão entrar na vida de uma pessoa e dizer que ela tem que ser assim ou assado. A gente veio pra ser feliz”, analisa.

Esse raciocínio foi moldado, também, por causa das filhas. Uma delas é estudante de teatro e, um dia, ela convidou alguns amigos para a sua casa. “Conheci pessoas maravilhosas. Uma vez, vieram ensaiar em casa. Dois casais. Duas meninas e dois homens. Pensei que fossem dois casais héteros. Fiquei na sala conversando e foi muito legal. Dormiram aí, depois arrumaram a casa e eu falei: ‘Esses caras são legais’. Você vê os caras no palco e fala: ‘Pô, esse cara é demais’”, conta.

Ele também se identifica com a causa por se encaixar em uma minoria. “Eu sou negro e tenho quatro mulheres. Então, eu, minhas filhas e minha esposa já nos ferramos, socialmente falando. Você começa a se identificar com os discriminados. Toda causa em que você vê injustiça leva a uma identificação e você começa a ter um certo corporativismo. A gente abraça a causa”, conta. “Em determinados lugares, o negro já chega meio inferiorizado. Você tem que que provar que é mais do que aquilo. Essas pessoas vivem o que eu vivi: um complexo de inferioridade, de não aceitação. Às vezes, até na família”.

AFP PHOTO / DOUGLAS MAGNO

Richarlyson teve vida mais difícil por ser considerado gay

Aproveitando que o assunto é o movimento gay, Sampaio usa um exemplo para mostrar como a homofobia funciona no futebol. No São Paulo, ele jogou ao lado de Richarlyson, que teve a carreira marcada por ser considerado gay, mesmo negando a orientação sexual. “Foi mais difícil para ele. Teve que passar por mais coisas que outros jogadores”.

“Ele jogou em grandes clubes, no São Paulo, no Atlético-MG. Teve de romper essas barreiras. Eu não gosto, mas eu vou falar. Tem um rapaz que veio da Itália para avaliar um jogador. O Richarlyson estava jogando e ele falou: ‘Porra, aquele veadinho dá porrada pra caramba’”.

“Eu falei que não tinha nada a ver uma coisa com a outra. Porque o Richarlyson, pelo contrário: jogando ele é foda. Ele é um cara competitivo pra caralho e chega pro pau. Não tem nada a ver. Eu não gosto de falar isso porque eu não vejo distinção do Richarlyson para o Alecsandro, irmão dele, por exemplo”.

UOL

Presa fácil para a “Indústria da fé”

Cesar Sampaio é cristão, segue a Bíblia e frequenta a igreja há anos. Mas, hoje, chega a discutir a forma como a palavra de Jesus é usada para converter pessoas. “Eu sou da Igreja, mas vou falar o que eu penso: os caras te aprisionam. Pensam por você, te direcionam, te induzem. É muito perigoso. Na maioria das vezes, você vai para a igreja e tira o escudo, a espada. Chega facinho, facinho. Então, é muito simples ser convencido ou direcionado”.

Ele se converteu com o trabalho dos Atletas de Cristo, que fez sucesso nos anos 80 e 90 com líderes como Silas, Muller e João Leite. Sampaio chegou a ser religioso radical, mas mudou quando começou a estudar outras religiões, como o islamismo e o judaísmo.

“Eu me converti em uma concentração quando o cara falou de Jesus. Naquele jogo, fui o melhor em campo. No dia em que aceitei Jesus, fui o melhor em campo. Ele me deu uma Bíblia, comecei a ler e fiquei impressionado. Com Jesus, com a vida de entendimento. Até então, eu não sabia o que a gente estava fazendo aqui”.

Existe uma indústria da fé e você é uma presa fácil. No meu caso, eu era o menino errado que começou a jogar e que, quando aceita Jesus e conhece a palavra, se torna o melhor em campo. Deus dá o sentido para você, sim”.

Família convocou intervenção contra religiosidade exagerada

Rubens Cavallari/Folhapress

Brigas e rebaixamento no Palmeiras

Um dos maiores desafios de Sampaio no futebol foi lidar com um ambiente conturbado como gerente do Palmeiras, em 2012. Além de brigas e discussões, o time ainda foi rebaixado no fim do ano.

O primeiro pepino envolvia o técnico Luiz Felipe Scolari e o atacante Kléber Gladiador. “O Felipão disse que não queria mais o Kléber, que ainda tinha contrato. Eu não podia mandar embora nem o Felipão, nem o Kléber, que estava valorizado”, conta. Sampaio ajudou a contornar o problema, mas mandou Kléber para o Grêmio assim que a proposta apareceu.

O maior problema envolveu Marcos Assunção e um soco em Valdívia. “Eu não me lembro o motivo específico, mas foi coisa de vaidade. Parece que o Valdívia havia dito que naquelas revistinhas que saem antes do jogo que o Marcos Assunção tinha saído não sei quantas vezes e o Valdivia não tinha saído. Falaram para o Assunção e o Marcos…”

Clive Brunskill/Getty Images

Sucesso como gestor quase acabou com casamento

O ápice da carreira como gestor, como você deve imaginar, não foi no Palmeiras. Mais: aconteceu quando ele ainda era jogador, em meados dos anos 2000, pouco depois de brilhar na Copa da França. Quando ainda era jogador, ele fundou o Guaratinguetá e subiu de divisão no futebol paulista.

“Montei o time com o Rivaldo. Não era para subir, era só para ter um projetinho social. Aí a minha esposa falou: ‘você sai ou vou separar’. E os caras da cidade me davam parabéns, me deram a chave da cidade, fizeram entrevista na rádio… Tiramos dois ou três jogadores da final para não subir, mas subiu”.

“O problema é que subiu, sobe tudo, né? Não tinha patrocinador, não tinha business plan… Era só um negocinho ali”.

“Esportivamente foi um acerto. Mas só de dar treinamento regular qualificado, alimentação e moradia para os meninos, já sobe. Ainda tinha ajuda de custo, bicho de R$ 50 se ganhasse um jogo. Os caras voavam! Mas administrativamente foi p… Para passar o clube pra frente nós gastamos uma grana”.

Após se aposentar dos campos, Sampaio teve outros trabalhos como gestor. Ajudou a profissionalizar a administração do Figueirense, trabalhou na manutenção do Mogi Mirim na elite do futebol paulista e subiu com o Rio Claro em SP.

Segue ou bloqueia?

Bolsonaro
Ponto de interrogação. Eu preciso conhecer mais, bater um papo com ele.

Lula
Deu voz aos que eram mudos, mas uma decepção. Corrompido pelo sistema.

Edir Macedo
Eu não concordo com a maneira como é pregado o evangelho, mas é um homem usado por Deus. Porque Deus usa a todos, em momentos diferentes, de formas diferentes. A gente não pode rotular a fé ou dizer que é dessa forma ou daquela forma.

Silas Malafaia
O Silas é às vezes agressivo, né… O melhor do Silas é que ele se posiciona. Ele não é um cara que fica em cima do muro. Você sabe com o que que ele concorda ou não concorda. Eu já fui um Silas Malafaia, eu já pensei como ele. Hoje eu penso um pouco diferente.

Luxemburgo
O melhor treinador que eu tive. Um gênio. Conseguia ver o jogo, mexer no time como ninguém. Mas não compactuo com alguns comportamentos dele extracampo.

Felipão
Um paizão. Faz os reservas se sentirem importantes. Quando não fui para a Copa de 2002, fiquei muito puto. Olhando para trás, eu não estava no auge tecnicamente.

Dunga
Um irmãozaço. É um cara a quem eu devo muito, me ensinou muita coisa. Um jogador operário. Você nunca vai ver o Dunga dando 1% a menos do que pode. Em tudo o que faz. Muitas vezes, ele é mal compreendido. Manda os caras tomar no c… mesmo.

Edmundo
Outro irmãozaço. Tem muito da minha história. O início da vida dele, o contexto social do qual ele surge. E você vê como o Edmundo é inteligente. Pelos comentários dele hoje, você vê o quanto de conteúdo ele tem. Mesmo não tendo estudo, ele é claro. Ídolo humano.

Neymar
É o diferencial técnico, a cereja do bolo. É um Brasil com o Neymar e um Brasil sem o Neymar. É um ídolo nos padrões da atualidade. O que eu tenho medo é que os meninos tenham mais vontade de ter o que o Neymar tem do que ser o Neymar.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui.

Fonte: UOL Esporte

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