Paulinho lembra preconceito, diz que quis parar de jogar e como foi para o Barça

Paulinho defende o Barcelona na atual temporada – Divulgação

Paulinho vive um ótimo momento na carreira. É um jdos jogadores de confiança de Tite na seleção brasileira e está trilhando seu caminho com a camisa do Barcelona . Entretanto, em entrevista ao jornal “El Periódico” deste sábado (30), ele lembra que nem sempre esteve bem com o futebol e até já esteve decidido a deixar os gramados. “Minha vida tem sido uma montanha-russa”, compara.

Na entrevista, Paulinho lembra de casos de racismo que viveu ainda na adolescência e como se desencantou pelo futebol depois de atuar na Polônia. Ele ainda dá detalhes inusitados de sua ida para o Barcelona. Veja trechos da entrevista:

          Racismo e preconceito

O jogador lembra que deixou o Brasil para atuar na Lituânia com apenas 16 anos. Para ele, era uma oportunidade de jogar e também de ajudar os pais. “Queria sair do meu país, jogar e conhecer coisas novas”.

Entretanto, segundo o atleta, casos de racismo o motivaram a sair do país. “Havia mais brasileiros na equipe e tudo ia bem até esses episódios de racismo. O que me falavam? O comum nesses casos, que todos sabem. Mas isso me marcou para sempre. Sofri muito com o racismo”.

Depois disso, Paulinho foi para a Polônia e disse ter feito uma promessa a ele mesmo: “Disse que se passasse por algo similar, voltaria imediatamente para o Brasil. Isso não é aceitável. Só queria o respeito das pessoas, nada mais. Respeito a todos”.

          Vontade de abandonar o futebol

Entretanto, no novo país os problemas foram outros, e o clube, segundo o jogador, não cumpriu o prometido. Depois de todos esses episódios, ele decidiu voltar ao Brasil ao final do contrato. E com uma ideia: abandonar o futebol. “Tinha uma ideia muito clara: ‘não voltar a jogar futebol. Nunca mais!'”.

Ele disse que acabou voltando aos gramados depois de muita resistência porque tinha uma filha recém-nascida para criar e porque todos da família, seus pais e principalmente a ex-mulher, insistiram para que ele não abandonasse o esporte. Mais uma vez defendeu o Pão de Açúcar, da quarta divisão, que o formou antes de ir para Lituânia.

Ao poucos ele dse firmou no futebol brasileiro, chamou a atenção de outros times, chegou a atuar no Bragantino e ganhou mesmo fama com a camisa do Corinthians. Depois de passar pelo clube paulista, voltou ao futebol internacional, jogou na Inglaterra e na China e, hoje, defende o Barcelona.

          Barcelona a convite de Messi

Ao jornal, o jogador também conta como foi parar no time espanhol. Antes do contato oficial e da proposta do Barcelona, ele já havia recebido um convite para lá de especial para defender o clube catalão.

“Foi no amistoso Brasil e Argentina em junho. Estava me preparando para cobrar uma falta ao lado de William e outro jogador que não me lembro. De repente, veio Messi atrás de mim e disse: ‘Vamos para o Barcelona ou não?’. O que ele tinha me falado? Bom, se quer me levar, pode me levar. Eu vou. Fiquei tão nervoso que pedi para o William bater a falta”.

Paulinho assinou com o Barcelona na janela europeia do meio do ano . “Ele [Messi] me fez perder aquela falta, mas hoje estou aqui”.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 2014 e 2015, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: iG

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