Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol 2015

Relatorio2015Em março de 2015, por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, lançamos nosso primeiro relatório com a analise sistêmica dos casos de racismo no futebol brasileiro e para nossa satisfação o relatório teve grande repercussão na mídia nacional e internacional e possibilitou participar de diversos eventos como palestrantes pelo Brasil para discorrer sobre os dados coletados, asseverar que os incidentes racistas não são fatos isolados e que nem todos os casos os envolvidos acabam impunes. O mesmo reconhecimento que nos deixou felizes fez aumentar a responsabilidade para o lançamento do relatório com os casos acontecidos durante o ano de 2015, assim sendo fomos procurar a Escola de Educação Física Fisioterapia e Dança, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID – UFRGS) para uma parceria que possibilitasse nosso relatório ser ainda mais completo e contundente.

Alguns percalços no caminho atrasaram um pouco o lançamento do Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol 2015, afinal um projeto voluntário enfrenta muitas dificuldades para não encerrar suas atividades, o racismo é um tema que ainda necessita muita atenção de toda a sociedade e principalmente das autoridades, mas falar sobre tal problema da nossa sociedade ainda enfrenta muita resistência. O Brasil não se assume como um país racista, mas várias pesquisas demonstram que o problema existe e que, assim como o país, ninguém se assume como racista. Pesquisa com atletas de futebol profissional realizada no período entre 21 de dezembro de 2015 a 04 de janeiro de 2016, com 108 atletas que disputaram a série A e B do Campeonato Brasileiro, fez o seguinte questionamento: Você acha que existe racismo no futebol brasileiro?

A resposta foi que 75,9% acreditam que sim, o racismo existe. 19,4% disseram que não existe racismo. Uma pesquisa rápida pela internet nos mostra que a quantidade de incidentes tem aumentando no país, assim como aumentou o número de denúncias. Outro dado interessante é o aumento dos casos na internet, onde muitos acreditavam que era uma “terra sem lei”. O racismo existe no Brasil e de maneira não tão velada como sempre se disse, os casos não são exceção como muitos apregoavam, mas sim diários e por isso acreditamos na necessidade deste documento ser conhecido de todos, nos quatro cantos do Brasil e do mundo.

A novidade é que o Relatório deste ano não traz apenas os casos de racismo no futebol, nele também estão presentes alguns tipos de incidentes preconceituosos em outros esportes. Outra novidade importante é a analise dos dados sistêmicos por Edilson Nabarro, sociólogo e diretor da Coordenadoria de Ação Afirmativa da UFRGS, reconhecido pela luta em defesa da diversidade. Talvez o mais correto fosse chamarmos de Relatório Anual do Preconceito e da Discriminação no Esporte Brasileiro 2015 – e com Atletas Brasileiros no Exterior, mas decidimos manter o nome, assim como vamos persistir na luta contra a discriminação e queremos contar com a sua ajuda.

Vamos juntos nessa luta, pois continuamos acreditando que o esporte é uma forte e potente ferramenta para educar e conscientizar no combate ao preconceito e a discriminação.

Por fim, é com satisfação que lançamos o nosso relatório, deixamos ele aqui para você. Boa leitura!

#ChegadePreconceito

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