Observadores Antidiscriminação para as Eliminatórias da Rússia 2018.

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Evento em Londres (Imagem: © Getty Imagem – FIFA)

A FIFA reforçará a sua luta contra a discriminação no futebol através de um novo sistema de monitoramento que começará a ser utilizado nas eliminatórias para a Copa do Mundo em 2018, na Rússia. O sistema inclui o envio de observadores para monitorar as partidas e que relatem os casos de discriminação. A FIFA vai coordenar o programa que será lançado em parceria com a Fare, organização que tem uma vasta experiência no combate à discriminação no futebol e na utilização dos observadores em partidas de futebol.

Essa nova medida é um passo fundamental na luta da FIFA contra a discriminação e se originou a partir das recomendações na Task Force (evento realizado em dezembro passado em Zurique) contra o racismo e a discriminação. O sistema irá facilitar e complementar o trabalho dos árbitros e órgãos disciplinares da FIFA. O principal objetivo é otimizar os procedimentos legais para obter as provas necessárias para possíveis punições.

Como parte do novo sistema de monitoramento, os observadores antidiscriminação terão atribuído uma formação específicas para partidas consideradas de alto risco. Depois das partidas que tiverem recebido a vigilância, o observador entregará, no prazo de 24 horas, um relatório ao órgão disciplinar da FIFA, que irá analisar as informações e decidir se é necessário instaurar um processo disciplinar.

Estou muito satisfeito por ver como este programa está tomando forma e sendo implantado pela primeira vez nas Eliminatórias para 2018. O Congresso da FIFA aprovou uma forte resolução contra a discriminação em 2013 e criamos a Task Force dedicada a esta questão. O novo sistema de vigilância é uma medida concreta destinada a garantir que o futebol envie uma mensagem clara em favor da diversidade e contra todas as formas de discriminação“, disse o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter.

A introdução de observadores nas partidas foi uma das principais recomendações do grupo de trabalho de combate à discriminação no futebol. Este novo sistema proporciona aos órgãos disciplinares as ferramentas que tanto necessitam para poder combater eficazmente o racismo e a discriminação no nosso esporte“, declarou o presidente da Task Force e vice-presidente da FIFA, Jeffrey Webb.

Esta cooperação entre a FIFA e a rede FARE é uma marca uma luta contra a discriminação no futebol. Vamos contribuir com a nossa experiência e conhecimento para detectarmos problemas nos dias de jogo e vamos trabalhar com especialistas de todo o mundo para garantir que os jogos e torneio de futebol demonstrem que esse esporte não tem que estar associado a problemas de discriminação e exclusão“, disse o diretor-executivo da FARE, Piara Powar.

O novo sistema de vigilância foi apresentado oficialmente hoje, 12 de maio, em uma cerimônia no Estádio de Wembley, em Londres , na presença do chefe do Departamento de Sustentabilidade da FIFA, Federico Addiechi, do diretor executivo da Fare e membro da Task Force da FIFA, Piara Powar, o ex árbitro da FIFA e membro da Task Force, Howard Webb, o meio-campista do Manchester City e da seleção da Costa do Marfim e assessor da Task Force, Yaya Touré e a presidente do Conselho Consultivo em matéria de inclusão da Federação Inglesa de Futebol (FA) e assessora da Task Force, Heather Rabbatts.

Estou satisfeito que a FIFA está abordando esse tema que é tão sério e aplicando as medidas concretas para interromper comportamentos que vão contra o espírito do nosso esporte“, declarou Yaya Toure.

O programa de observadores nas partidas é uma das medidas que vai trabalhar a FIFA para reforçar a luta contra todas as formas de discriminação no futebol. Além de reforçar os controles e sanções, o trabalho é um pilar fundamental na estratégia lançada para o desenvolvimento da luta contra o racismo e a discriminação aprovada pelo 63° Congresso da FIFA em 2013. A FIFA publicará o Guia de boas práticas sobre a diversidade e a luta contra a discriminação para ajudar as suas associações membros em seus esforços para lidar com a discriminação.

Fonte: FIFA

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