Nota de Repúdio

O Observatório da Discriminação Racial no Futebol vem reiterar a sua luta contra qualquer forma de discriminação, contra qualquer pessoa por causa da sua cor, raça, gênero, religião, etnia ou procedência. Nosso trabalho monitora e divulga incidentes e boas práticas relacionadas ao combate da discriminação e do preconceito.

Com base nisso nos últimos dias divulgamos a atitude considerada de cunho machista e inconveniente do historiador Peninha, contra a sua colega de programa, Eduarda Streb. O propósito ao divulgar o fato foi para que as pessoas possam compartilhar o caso e identificarem como o machismo, assim como qualquer outro ato preconceituoso, pode ocorrer frequentemente em nosso dia das mais variadas formas, sendo muitas vezes considerados como ‘brincadeira’.

No entanto, em nossa publicação via Facebook, que deveria ser para orientar, informar e educar as pessoas o que vimos foram alguns atos de hostilização, preconceito e falta de respeito com o próximo. Ao longo dos últimos dias acompanhamos os mais de 800 comentários, mais de 2 mil compartilhamentos e toda a interação do público em geral que visualizou a postagem e identificamos que mesmo nosso canal sendo para combater essas máculas, elas ocorrem ‘dentro de nossa casa’. Sabemos que foi uma minoria que não soube zelar pelos princípios da tolerância, do respeito e da igualdade, mas mesmo assim não desistiremos de combater o racismo, a xenofobia, a homofobia, a igualdade de gênero, o abuso e o que mais necessários for enquanto houver intolerância e desrespeito.

Respeitamos a opinião de todos que deixaram os seus registros na postagem e entendemos que ao publicar o seu ponto de vista, o autor torna público e aberto o seu pensamento, sendo assim, responsável por ele. Sabemos que não precisamos que todos pensem iguais, apenas que a tolerância e aceitação de que cada indivíduo é único sejam respeitadas e que cor, raça, gênero, religião não tornam ninguém melhor ou pior que outro.

O Observatório repudia qualquer ato que ofenda uma pessoa por causa da sua cor, raça, gênero, religião, etnia ou procedência. Continuaremos a combater toda e qualquer forma de preconceito, utilizando o esporte como ferramenta para propagar a informação com o objetivo de que as pessoas possam respeitar a todos da forma como são, sem rótulos ou pré-conceitos. Desejamos que um dia, comentários como esses abaixo não ocorram mais e que todos possam saber que discriminação e preconceito não se toleram, mas sim, os combatemos todos os dias.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *