Meninas portocalvenses enfrentam preconceito e formam time de futebol feminino

O time F.C. Rainhas da Bola foi formado no dia quatro de janeiro deste ano e conta com 12 meninas

As futebolistas na arena JW (Foto: Cortesia ao AlaNorte Notícias)

Quebrando tabu e o preconceito vivenciado diariamente por mulheres que jogam futebol, as jovens portocalvenses vêm tomando seus espaços na Região Norte de Alagoas. Amantes do esporte, as meninas montaram um time para disputar campeonatos femininos de futebol em Alagoas e fora do estado.

Assim como a alagoana Marta, hoje atacante do Orlando Pride, dos Estados Unidos, e eleita a melhor do mundo cinco vezes consecutivas, teve que enfrentar o preconceito e lutar para conquistar seus objetivos. As jovens portocalvenses lutam para driblar o preconceito vivenciado diariamente, sobretudo local.

O time F.C. Rainhas da Bola foi formado no dia quatro de janeiro deste ano e conta com 12 meninas. As futebolistas já disputaram até campeonatos, foram convidadas para jogar em um torneio em Água Preta, Zona da Mata de Pernambuco, e para a surpresa das jogadoras, ficaram no segundo lugar.

As jogadoras participando do campeonato em Água Preta-PE (Foto: Cortesia ao AlaNorte Notícias)

Elas ressaltam que o primeiro campeonato serviu de incentivo e aprendizado, que ainda têm que treinar e se preparar para as próximas disputas. De acordo com as jogadoras, logo estarão preparadas e trarão o troféu de campeãs. Adiantam ainda que, mesmo sem ganhar o primeiro lugar, contudo, foi prazeroso participar e ter tido essa emoção.

Segundo a treinadora Paula Raycca, a conquista por um espaço no futebol é consequência da força de vontade, dedicação e amor ao esporte. “O preconceito é muito grande e, aqui, não seria diferente. Lugar de mulher é onde ela quiser. Apesar de uma das melhores jogadoras do mundo ser brasileira e alagoana. Além disso, temos pouco incentivo e apoio”, ressalta Raycca.

Mas diante dessa falta de incentivo, algumas pessoas estão ajudando com o que podem para que as jovens possam sair da ociosidade. O jogador do São Paulo Reinaldo fez a doação do uniforme; Ostinho, irmão do jogador Willian José, cedeu um horário para elas treinarem na Arena WJ; O Prefeito David Pedrosa (MDB) e alguns comerciantes, mesmo com a crise assolando o país, têm ajudado como podem. As meninas também agradecem o apoio dos familiares e amigos pelos incentivos.

O time é formado por Naftali, Mary , Karol, Fabiana, Aline, Nadine, Eduarda, Izabeli, Nidia, Esther, Geovana e Laila.

Comissão técnica: Paula Raycca, Aninha e Manuela.

As meninas no fim do treino no Centro Comunitário Calabar, em Porto Calvo (Foto: Cortesia ao AlaNorte Notícias)

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui.

Fonte: Alan Norte

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