Jogadores dos Dolphins realizam protesto durante hino na pré-temporada da NFL

Jogadores do Dolphins acabaram perdendo a partida, na última quinta (09) (Foto: Mark Brown/Getty Images)

Os protestos não param na NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos. Nesta última quinta-feira (09), em um dos jogos da pré-temporada entre os Dolphins e Buccaneers, vencido pela franquia de Tampa por 26 a 24, três jogadores da equipe de Miami realizaram gestos durante o hino americano na luta contra as diferenças sociais e o racismo no país norte-americano. Kenny Stills e Albert Wilson se ajoelharam enquanto Robert Quinn levantou o punho direito.

— Como um homem negro no mundo, eu tenho a obrigação de provocar a conscientização. Se ninguém quer viver em unidade, é por isso que estamos nessa situação — afirmou o jogador de defesa Quinn.

Os wide receivers Kenny Stills e Albert Wilson, que tiveram a atitude de se ajoelhar, contaram que não combinaram o protesto. Para Stills, realizar o gesto não é fácil, com toda a pressão da liga e até mesmo do presidente Trump, a presença de Albert ao seu lado na resistência foi como proteção divina.

— Aconteceu daquela forma. Quando estou de joelhos, a maior parte do tempo estou orando. Graças a Deus que tive Albert perto de mim. Ser parte deste protesto não está sendo fácil. Eu achei que estaria sozinho nesta noite. Mas tive um anjo comigo, que foi o Albert. Fico grato que ele esteja vendo o que acontece e que ele quer fazer algo a respeito disso também — desabafou Stills.

Stills também recebeu o apoio do quarterback Colin Kaepernick, um liderança do movimento. No Twitter, o jogador atualmente sem time desejou força ao wide receiver do Dolphins e elogiou a postura de Albert, que se juntou ao ato. Por conta dos protestos, Kaepernick chegou a ter seu nome censurado de música do Madden 19, game da NFL. Depois de críticas, seu nome foi liberado na canção Big Bank, do cantor YG.

https://twitter.com/Kaepernick7/status/1027726100636553216?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1027726100636553216&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Ffutebol-americano%2Fnoticia%2Fjogadores-dos-dolphins-realizam-protesto-durante-hino-na-pre-temporada-da-nfl.ghtml

Também no Twitter, Trump fez duras críticas e chegou a ameaçar os atletas que protestaram nos jogos de pré-temporada. Para o presidente dos Estados Unidos, o campo não é lugar apropriado para manifestações ideológico, reduzindo o esporte ao espetáculo e competição. Para o político, os jogadores deveriam respeitar o hino americano sem realizar gestos de resistência, uma vez que ganham altos salários na profissão.

— Seja feliz, seja legal. É um jogo de futebol americano, que os fãs estão pagando muito dinheiro para assistir e se divertir. Não é lugar para protesto. A maior parte do dinheiro vai para os jogadores, de qualquer forma. Achem outra forma de protestar. Fiquem de pé, orgulhosos pelo hino nacional, ou sejam suspensos sem receber seus pagamentos — esbravejou na rede social.

Os protestos na NFL vem causando muita polêmica nos Estados Unidos. A NFL mantém a postura de que é esperado que todos se mantenham de pé durante o hino. Para a liga, o atleta que quiser pode se manter no vestiário durante a execução da canção. Dessa maneira, quatro atletas dos Jaguar e três do Seahawks em outros jogos de pré-temporada, também na última quinta, não permaneceram no campo enquanto o hino era tocado.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: GloboEsportes

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