Denúncias de racismo no futebol aumentam em 40%

Foto: Divulgação/Pinterest

Só os nove primeiros meses do ano já registraram 40% a mais de denúncias de racismo no futebol em relação a 2016. Também já são maiores os registros de preconceito à orientação sexual no esporte. Os dados, preliminares, foram levantados pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol e apresentados essa semana em Brasília junto com a divulgação do Relatório Anual de 2016.

De acordo com o levantamento, até o mês de outubro houve 49 denúncias por racismo, contra 25 em 2016. Ainda esse ano, foram registradas sete ocorrências por homofobia, duas por xenofobia e duas por preconceito de gênero. No ano passado foram uma por homofobia e uma por xenofobia.

“Os incidentes são apenas a ponta do iceberg, o problema é muito maior. Onde estão os dirigentes, os presidentes, os árbitros de futebol negros? Se a maior parte dos jogadores de futebol é negra, e se os técnicos de futebol são principalmente ex-jogadores, onde estão os técnicos negros?”, questionou Marcelo Carvalho, diretor do Observatório.

De fato, não há nenhum presidente de clube negro na elite do nosso futebol e, na série A do Campeonato Brasileiro, tem apenas um treinador negro – Jair Ventura, do Botafogo.

A fala de Carvalho foi feita durante a entrega de uma carta de intenções ao Ministério do Esporte e à secretaria de Políticas para Promoção da Igualdade Racial pedindo uma agenda de ações sobre o tema. De acordo com ele, é necessário investir mais em punição mas, também, em educação para lutar contra o racismo no futebol.

         Números de 2016

Um dado que chamou a atenção no Relatório Anual de 2016 foi que, pela primeira vez em três anos – desde quando o levantamento é realizado -, o estado de São Paulo registrou mais ocorrências de racismo no futebol que o Rio Grande do Sul. Foram cinco ocorrências contra duas em território gaúcho.

Depois deles, os estados do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais são os que mais registram ocorrências de discriminação no esporte.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: AtlasEsportivo

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