No último dia 22 de novembro de 2017, na Semana da Consciência Negra, lançamos o 3º Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro e com atletas brasileiros no exterior ao longo do ano de 2016, além dos casos ocorridos durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O Relatório 2016 foi lançado no debate sobre racismo no futebol, no auditório do Ministério do Esporte, evento promovido pelos Ministério do Esporte e dos Direitos Humanos

O Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol 2016 é uma análise sistêmica sobre os incidentes classificados como casos de “racismo no futebol” brasileiro, com dados e informações sobre os desdobramentos dos casos, assim como suas respectivas punições aos envolvidos.

O Relatório 2016 apresenta cinquenta e seis (56) incidentes, destes: trinta (30) casos envolvem o futebol brasileiro; cinco (05) casos que aconteceram em outros esportes no território nacional; cinco (05) casos envolvendo atletas brasileiros no exterior e dezesseis (16) casos durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Dos trinta (30) casos que envolvem o futebol brasileiro; vinte e cinco (25) dizem respeito a discriminação racial; quatro (04) envolvem homofobia e um (01) xenofobia.

Novamente contamos com a parceria da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEFID – UFRGS). Além de textos dos colaboradores Vinícius Machado Calixto, Gustavo Andrada Bandeira e Luís Felipe dos Santos. O documento tem coautoria de Clézio José dos Santos Gonçalves e as colaborações de Gisele Souza e Andrenilson Rosa Silva. A autoria de Marcelo Medeiros Carvalho, Débora Macedo da Silveira Manera.

Nosso objetivo com esse documento, assim como nos anteriores, é identificar e informar à sociedade brasileira sobre os casos de discriminação que ocorrem no esporte nacional, asseverar que os mesmos não acontecem de forma esporádica, que são comuns, e que na maioria das situações não ocorre punição aos envolvidos. Salientamos que falta um maior comprometimento das vítimas na cobrança das punições e participação efetiva dos clubes, entidades, federações e da sociedade como um todo no combate ao racismo.

Os casos apresentados são incidentes de preconceito e discriminação, mas a grande verdade é que essa é apenas a ponta do iceberg, quando falamos em racismo no esporte, afinal, o problema é muito maior e fica explícito numa rápida pesquisa na qual é possível identificar a não presença dos negros fora das quatro linhas: a falta de treinadores, dirigentes, treinadores, presidentes nos clubes e, também, a não presença de pessoas negras como comentaristas, repórteres e apresentadores nos principais programas esportivos pelo Brasil afora.

Nosso primeiro objetivo na luta contra o racismo no esporte foi chamar atenção da sociedade para os incidentes, denunciar os incidentes de discriminação racial, mas queremos ir além. E, talvez, tenhamos encontrados parceiros na Secretaria Nacional de Promoção da Igualdade Racial e na Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor que no evento se comprometeram com o Observatório na criação de um Plano Nacional de Combate ao Racismo no Esporte, principal fruto do debate “Enfrentamento ao Racismo no Futebol”, promovido pelo Ministério do Esporte.

Nossa esperança é que as ações saiam do papel e colaboramos com o projeto ao entregar a equipe do secretário Juvenal Juvêncio, da SEPPIR, nossa “Carta Intenções” com propostas de ações a serem desenvolvidas ao longo do ano de 2018.

Agradecemos a todos que acreditam em nosso trabalho, a SEPPIR e o Ministério do esporte pela parceria para a impressão e evento de lançamento do Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol 2016.

A luta contra o racismo deve ser de todos.

Acesse e leia o Relatório 2016

           #ChegadePreconceito

Clipagem: Relatório na Mídia