Caso de racismo contra Wagner, do São José, vai para a Fifa

O promotor Márcio Bressani (E), com o zagueiro Wagner, do São José, e o advogado Pedro Alfonsin  Foto: Divulgação / Divulgação

O promotor Márcio Bressani (E), com o zagueiro Wagner, do São José, e o advogado Pedro Alfonsin
Foto: Divulgação / Divulgação

O TJD da Federação Gaúcha de Futebol trata o grave caso de racismo envolvendo o zagueiro Wagner, do São José, com a clássica morosidade dos tribunais que controlam o futebol. Como se fosse algo comum, mais um caso de cartão vermelho mal aplicado, invasão de campo de um torcedor ou xingamento ao árbitro por um gandula.

Wagner foi chamado de “macaco” em um jogo contra o Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, no dia 13 de abril, pelas quartas de final do Campeonato Estadual.

A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD) denunciou o caso, mas o órgão ainda não julgou. A audiência do caso envolvendo o Inter e o Caxias, briga entre o treinador Zago e o médico Jeferson Mezzomo, ocorrida no sábado passado, já foi marcada para quarta-feira (26).

          Leia também: “Luís Felipe dos Santos: o racismo é deles, o clubismo é nosso”

O Gauchão se encerra em duas semanas. O tribunal tem as suas prioridades.

Incomodados, os advogados do jogador prometem recorrer à Fifa com urgência. Segundo Pedro Alfonsin, do escritório Ricardo Alfonsin Advogados, de Porto Alegre, uma carta relatando as ofensas a Wagner, 27 anos, que nasceu em Porto Alegre, será enviada ao presidente da entidade, o suíço Giani Infantino.

A Fifa dissolveu a sua Força-Tarefa Contra o Racismo e a Discriminação, criada em 2013, no ano passado, mas continua atenta aos casos de racismo envolvendo o futebol. Alfonsin entende que Infantino pode se interessar pelo caso. Ofensas deste tipo são comuns nos estádios gaúchos. Um crime.

O Novo Hamburgo ainda não pediu desculpas ao jogador, não contatou a direção do São José nem identificou o torcedor que insultou Wagner no estádio.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 2014 e 2015, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: ZeroHora

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *