Árbitro lamenta discussão com Serena: ‘Foi uma situação chata’

A tenista americana Serena Williams discute com o árbitro Carlos Ramos durante a final feminina do US Open, contra a japonesa Naomi Osaka – 08/09/2018 (anielle Parhizkaran/USA Today Sports/Reuters)

O árbitro português Carlos Ramos, que se tornou protagonista de uma grande confusão com Serena Williams na final do US Open no último sábado, falou pela primeira vez nesta quarta-feira sobre o incidente. Em declarações divulgadas pelo diário português Tribuna Expresso, o juiz de cadeira minimizou o incidente, que levou a maior estrela do tênis a denunciar misoginia e racismo no tênis.

“Estou bem, tendo em conta as circunstâncias. É uma situação chata, mas arbitragem ‘à la carte’ não existe. Não se preocupe comigo”, afirmou Carlos Ramos ao jornalista Miguel Seabra, que é seu amigo há 30 anos, e escreveu um perfil do árbitro após o US Open.

Na ocasião, Serena Williams reclamou de uma punição imposta por Carlos Ramos, por ter recebido orientações de seu técnico, Patrick Mouratoglou. A ex-número 1 do mundo chamou o árbitro português de “ladrão” e “mentiroso” e acusou o árbitro de preconceito. Na decisão, ela foi derrotada pela japonesa Naomi Osaka, por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/4.

Um dos juízes mais experientes do circuito, Ramos contou ao amigo que vem “recebendo centenas de mensagens de apoio por parte de familiares, colegas e jogadores da atualidade e também do passado.” Ramos contou que leu apenas “alguns artigos equilibrados” sobre o tema e evitou sair às ruas depois do ocorrido.

A Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês) pediu um tratamento igual para todos os jogadores e que seja permitido a intervenção dos treinadores nos jogos. Já a Federação Internacional de Tênis (ITF) defendeu o trabalho de Ramos durante a final e multou a tenista em 17.000 dólares (cerca de 70.000 reais).

Ramos vai dirigir os jogos da semifinal da Copa Davis entre Estados Unidos e Croácia no próximo fim de semana, em Zadar, na Croácia.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 20142015 e 2016, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui.

Fonte: Veja

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