Alvo de ofensas, Richarlyson pede mais ‘respeito ao ser humano’

Richarlyson foi alvo de novas manifestações preconceituosas no Guarani Gabriel Ferrari / GuaraniPress

Richarlyson foi alvo de novas manifestações preconceituosas no Guarani
Gabriel Ferrari / GuaraniPress

As ofensas são rotina na vida de Richarlyson. O volante foi vítima de insultos pela sua suposta orientação sexual por toda a carreira e, depois de retornar ao futebol brasileiro, pelo Guarani, não foi diferente. Nesta terça-feira, o jogador voltou a comentar o preconceito.

Quando foi apresentado pelo clube do interior de São Paulo, quatro bombas estouraram próximas ao clube, num protesto contra a sua contratação. Em coletiva, Richarlyson afirmou que falta respeito no mundo.

“Há preconceito em todas as áreas. Costumo dizer que o país só está em guerra porque o ser humano não sabe respeitar. Ninguém é obrigado a aceitar, mas é preciso respeitar. Não só acontece em futebol, como em religião, na internet. O mundo não tem respeito com o ser humano. Você tem que respeitar o próximo. É preciso respeitar a vida do ser humano. Não tem isso aqui.”

Além disso, o atleta falou sobre sua aposentadoria, no ano de 2014, que acabou durando pouco. Desiludido com o futebol, Richarlyson chegou a tentar uma carreira em outro esporte, o vôlei.

“Na verdade, 2014 foi difícil, lá no Vitória. Algumas coisas já tinham acontecido em termos de arbitragem e federação que tinham me deixado desgostoso do futebol. Mas costumo dizer que quando você é do bem e planta coisa bacanas, consegue colher. Muita gente me deu carinho e minha família também, falaram que eu tinha mais para dar ao futebol. Eu fiquei muito feliz, porque foi uma atitude de cabeça quente, de forma rápida. Mas eu reparei que não sou sozinho, tem muita gente comigo.”

Ainda não há previsão para que o volante faça sua estreia pelo Guarani, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro nesta temporada.

Acesse e leia nossos “Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol” 2014 e 2015, com os casos de preconceito e discriminação no esporte brasileiro aqui

Fonte: ODia

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